Meu nome é Mônica, mas antes dos nicks internautas, já tinha alguns apelidos: vida, cigana, centaura, etc....

Gosto particularmente deste último porque acho fascinante a riqueza de simbolismo contida no personagem que representa meu signo : Quiron, o centauro imortal sábio, músico, profeta, médico, e professor da mitologia grega. Concebido por um Deus e uma ninfa, foi rejeitado pelos pais devido a sua forma, e até poderia viver no Olimpo, entretanto, preferiu descer à terra, onde habitando numa gruta desenvolveu suas potencialidades, atraindo discípulos como Aquiles, Hércules, Jasão, Teseu, Esculápio (pai da medicina) e outros heróis famosos.

Em uma festa de casamento, recebeu por engano no tornozelo, uma flecha envenenada de Hércules destinada a outro centauro com quem havia se envolvido numa briga. Quiron, o mestre da cura, não conseguiu se curar. Por ser imortal, sofria dores lancinantes 24 horas, mesmo assim, persistia em ajudar o próximo e sentia algum alívio. Até que após 900 anos, cansou-se da sua imortalidade. Já não tinha mais esposa e filha. Pediu a Zeus que lhe conferisse a morte, o qual, comovido com a sua oração, transferiu sua imortalidade à Prometeu. Quiron ascendeu aos céus com tanta luz, que gerou uma constelação - regente de sagitário, e é popularmente conhecida como Cruzeiro do Sul ou Tres Marias. (Este assunto  é vasto, riquíssimo, não apenas sob o ponto de vista espiritual, mas da astronomia, psicologia e astrologia também...Se tiver curiosidade, nada que uma breve busca no Google não resolva! rsrs )

O centauro representa a união de várias forças: a razão, o instinto,  a espiritualidade, a busca da imortalidade, as dualidades humanas. A parte animal, o cavalo, simboliza vitalidade, aventura, liberdade, o instinto, e é associado à árvore da vida, que liga o reino inferior ao superior. A outra metade - o ser humano com raciocínio para buscar evolução e o equilíbrio com sua parte animal.

O simbolismo do Centauro traduz com exatidão os mistérios da existência e do auto-conhecimento. Como almas imortais, descemos à terra para viver experiências e morrer, retornando como luz. Todos possuímos uma ferida que pode ser curada através do caminho para o divino...

Razão - emoção. impetuosidade - prudência. Alegria - tristeza. Silêncio - barulho. Serenidade - fúria...

No fundo, todos nós temos um pouco de centauros. Somos impregnados de dualidade no dia a dia e em nossos corações...

Sou marketeira, (alguns colegas odeiam essa  expressão...) trabalho com eventos há mais de 15 anos e amo o que eu faço.

Adoro planejar, conversar, conhecer gente e da adrenalina que envolve montagens de stands, pré-inaugurações, palestras, treinamentos, etc.

E com o bom ascendente em aquario, sou perfeccionista, prática, antevejo problemas e observo cada detalhe para no final ser brindada com um trabalho bem feito e um sorriso de satisfação de todos envolvidos. Isso para mim é muito importante porque meu trabalho é interação, a vida é interação e no fim, qualquer atividade resulta em uma interação - satisfatória, ou não.

Mas quando eu era criança, laaaaa atrás, eu queria mesmo, era ser arqueóloga E astrônoma! (extremos duais característicos do centauro)

Descobri esses nomes complicados à época, através de adultos meio assustados com a menina que abandonava brinquedos e emburrava para ficar acordada vendo aqueles filmes romanos, cenários do antigo Egito, de indios e da India... Na minha imaginação infantil, eu viajava por aquelas paisagens remotas e criava meus próprios enredos, com um "quê" de saudade inexplicavel.

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Ao mesmo tempo, o céu e suas estrelas me fascinavam, eu queria entender o que era aquilo tudo, aquela imensidão que cobria minha pequena cabeça. Horas eu o via escuro com pontinhos de luz piscando e horas em flocos de algodão doce, formando desenhos alegres e alguns monstros terríveis!

O que haveria oculto naquele imenso céu para descobrir? Que histórias haveriam naqueles cenários antigos para me contar? E eu, o que teria a ver com tudo aquilo?

No fim, dei rumos diferentes à minha vida, mas como o acaso não existe, inconscientemente persegui esse sonho de infância.

Caí no "trampo" cedo, "galopei" por muitas paisagens e permanecia inquieta com tudo o que via e vivia. Com as " patas " no chão eu queria voar para o céu e entender seus mistérios...entender a teia invisível por trás das relações, dos tempos, das poderosas nações que evaporaram, da vida que se descortinava para mim e também evaporava - mudando enrêdos e cenários muito rapidamente.

Eu também queria entender o sentido da morte que levou minha mãe tão jovem e o sentido da vida que ela me deixou.

Passei a viajar por diversos caminhos de busca na Faculdade Espiritual da Vida: religiosos, místicos, filosóficos, orientais, esotéricos, exotéricos, terrestres e extra-terrestres, investigando, confrontando enganos, verdades, mentiras, erros e acertos.

E de certo modo fiz muitas escavações "arqueológicas",  desenterrei histórias de vidas passadas, personagens, aprendizados, alcei vôos entre as estrelas em busca do que haveria por trás delas e compreendi muito das minhas inquietações...

Como sou grata a essas viagens estelares e escavações internas! Que me inspiram e acodem em momentos difíceis na terra - o ser pensante sobre o animal e a alma acima do ser, amorosamente amparada por outras almas: pontinhos brilhantes no céu, que também foram centauros em épocas antigas - as mesmas que tanto me fascinaram vida a fora.

Com tantas andanças e vôos, venho descobrindo que nada é absoluto (nem a morte) e a verdade tem muitas faces...Não há conclusões, mas experiências... o aprendizado nem sempre claro no momento, mas útil depois para o caminhar da alma através da escuridão ou da luz,(dependendo das nossas escolhas) indo e voltando em diferentes corpos por incontáveis vidas ...

E sem dúvida, o aprendizado mais difícil, é o exercício constante do amor - Amar o próximo como a Ti mesmo - nossa maior missão - inclusive porque até o amor na forma que Mestres como Jesus nos ensinou, tem sido sumariamente distorcido.

Difícil o "amar a si mesmo" isento do ego(ismo) para poder amar o outro ...difícil gostar da própria companhia e do silêncio interior...Estamos rodeados de gente e sentimos solidão... se solitários, nos angustiamos por companhia para não nos sentirmos sós sozinhos - quando é justamente na solidão, que podemos cultivar a plenitude...   

Nesse sentido, a meditação e a experiência materna têm sido para mim grandes mestras...

Venho aprendendo também que a motivação para o amor pode até ser externa, mas só há um lugar onde ele pode despertar pleno: dentro de nós...onde jaz adormecida a força vital que precisa ascender através da "arvore da vida" representada no caminho da nossa coluna, rumo ao paraíso oculto entre os olhos e no topo da cabeça.

As vezes nos ilhamos durante esse aprendizado, outras nos expomos, nos deixamos vulneráveis...E esta continua sendo a minha maior viagem, com todos os tropeços e desafios do caminho: permanecer presente no presente, aberta e vulnerável, para despertar e fluir verdadeiro amor - por Deus, por mim, pela vida, pelas pessoas.

Noossaaa, falei pelos cotovelos ! Ainda bem que este é um site pessoal !!

 

Uma "viagem" feliz e luminosa para voce!

 

 

 

 

 

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