Quem é esse homem, essa presença serena e doce,

que me ronda o sono, povoa meus sonhos,

me confunde excita e ilude com promessas impossíveis?

Quem é esse homem que me encanta e entontece,

que me aparece irradiando a força das estrelas

e desaparece em poeiras cósmicas

deixando apenas um rastro de saudade sem nexo?

Quem é esse mago que minh'alma enleva

com lembranças de um passado que não vivi

de abraços que nunca senti

e rouba-me de abraços presentes?

 

Quem é esse homem pleno de vibração,

que em silenciosa ação,

de si revela apenas um terno olhar,

que à luz do dia vivo a lembrar?

Quem é essa alma que me coabita

que cheia de zelo ao meu redor volita,

durante noturnos passeios astrais,

e que  parte  nos braços do dia,

deixando a minha alma vazia,

e pelos braços da noite a esperar?

Quem é esse ser, tão próximo e tão estranho

tão concreto e tão etéreo,

que nas brumas do mistério,

vive a me arrebatar?

(Mônica - Centaura)

 

 

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1998)

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