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As vezes eu gostaria de ser diferente... não ser tão atenta ao redemoinho dentro de mim que me absorve e lança meus pensamentos para longe, num tempo distante, com cheiro de mato molhado, caça na brasa, fogueiras crepitando e aquecendo do frio, observadas por faces marcadas e doces, reunidas em torno de um intenso presente.
Olhares de sabedoria cultivada no tempo, em harmonia com os céus e a terra...

Onde estão essas faces amigas?
Por que essa saudade e lembranças de um tempo que não vivi?
Visto mesmo alma andarilha?
De onde sou? se em tantos momentos não me sinto daqui?

Meu olhar desliza para fora de mim e percorre o céu... Estrelas cintilam e falam comigo numa linguagem intraduzível que só consigo sentir...

Símbolos dançam à minha frente, embalados por cantos alegres aos sons de tambores e flautas doces...

Oh Manitu!
Oh Grande Mãe - que a todos dá vida e traga de volta!
Ouve meu apelo!
Devolve-me ás estrelas de onde vim
Ou então, dá-me saudade do AGORA !

(Mônica-Centaura)

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