|
Arqueira forjada no fogo e no aço, mistura de bicho e de gente, centaura - feita de metades, metade de mim eu sou. A que mira o arco para o céu ri, ama, sofre, arrepende, perdoa e pede perdão.
Sonha com metades adormecidas, outras partes escondidas, pelos véus insondáveis, tecidos nas intricadas teias da vida. A outra coiceia, relincha, dá dentadas, e explode enfurecida quando se sente em seu direito, e a verdade é violada. Pisoteia o barro da sujeira, revira a lama, faz poça, se lambuza, até que o direito seja feito e a verdade venha à luz. Provocar a metade de cima é paz, aconchego e mansidão. Desafiar a metade de baixo, é combustão, confronto, explosão.
Vencidas ou vencedoras, seta certeira, alvo atingido, anca empinada ou casco ferido, entre coices e dentadas, equilibrar as duas metades, não é missão para a metade que eu sou, é missão pra QUEM me criou... (Mônica-Centaura)
Quer indicar esta página? CLIQUE AQUI
|