
Por que tenho andado tão inquieta? De onde brotam esses medos e incertezas? 
O que é feito dos meus sonhos que me acenam distantes? Estão de partida ou anunciando chegada? 
O
que busco nos céus a não ser a mim mesma? O que busco na terra a não ser meu reflexo? O que trago em mim a não ser o que busco? 
E esse SER que há tanto procuro, dentro e fora de mim, em quem preciso crer sob pena de enlouquecer? 
E é nesse instante um quase nada, alma desnuda e prostrada, entre paredes entediantes que me fazem presa impotente, eu TE crucifico e me martirizo, súplica e clemente : 
Onde está VOCE? que me surge do nada, alimenta meus dias, energiza meus sonhos e se esconde e me ilude deixando-me nesse mar de inquietude, a tatear sozinha no breu? 
Onde está VOCE meu amigo, meu ar, meu EU, meu tudo, meu DEUS?
(Mônica-Centaura)
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