Na solidão, no meu canto

ponho-me em voce a pensar

   posto que é bom, é acalanto,

tua imagem recordar.

 

Teu amor, foi qual o vento,

que vem e passa

deixando no ar

a ternura de um momento,

e o desejo de sonhar...

 

Revivo na memória cada instante sentido

meu corpo invoca uma carícia recente,

o roçar de peles, o nosso abraço aquecido,

e neste instante, chega a saudade crescente.

 

Abro os olhos e concluo então,

que a realidade se faz para meu desencanto,

se não posso mais ser tua paixão,

não deves ser minha portanto.

Estás tão distante...

Minha vida precisa seguir adiante...

 

 

(Mônica - Centaura)

 

 

 

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