Tenho ciúmes.

Você está aí contente, distante

e eu aqui, tão sozinha nesse instante.

Sei que você está com gente,

que não deve ser muito interessante...

Mas tenho ciúmes porque,

é primavera e você está longe de mim...

Temo que me esqueça, em meio a esse ar de jasmim!

 

Tenho a alma tonta e o sentimento ferido

triste de amor e desalento.

Vejo-o feliz em meu pensamento

e com seu riso sincero e querido!

Tenho ciúmes e é em vão que os nervos e a razão reagem.

E eu me enfureço e escrevo então,

para o "comandante" do meu coração,

que está lá, além das nuvens azuladas...

 

Ele nem sabe desses traçados inquietos,

enquanto transporta almas apaixonadas

e aterrisa destinos incertos.

Para ele visto uma fortaleza,

a insegurança não me cabe,

nem me encarcera a incerteza...

 

Eu, peregrina das minhas jornadas,

semeio vida em pobres letras rimadas

enquanto aspiro a doçura do ar

que entra e atravessa o apartamento

perfumando o verbo amar

e vislumbro um novo alento

que me alça em vôo de volta

para o caminho invisível das horas

à espera do seu vôo pousar

e repousar em meu firmamento...

(Mônica-Centaura)

 


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