Vem aqui quando precisares

 

 

 

 

Quando teu espírito aí na dimensão que te encontras

Sentir falta de um carinho, um riso, uma emoção melodiosa

Do aconchego de conversas sussurradas elevando a alma

Quando tiveres sede e precisares beber na lembrança

de um amor  verdadeiro, quanto inexplicável

Quando tiveres fome e precisares se nutrir da importância que te dei

Quando sentires o tempo se arrastando e a saudade te recordar

horas mágicas onde o tempo parava

 

Vem aqui

Visita este recanto onde esporadicamente espalho os meus sentimentos

(alguns fluídos para ti num passado recente)  

 

Aqui

Neste espaço que nunca conheceste por inteiro

porque inteira me imaginavas em teus braços...

 

Quem sabe encontrarás nas minhas simples palavras

fagulhas da emoção que nenhuma voz consiga te oferecer

centelhas do sentimento que nenhum olhar consiga te dar

faíscas da febre que nenhuma pele consiga te acender

lampejos da magia que nenhum toque consiga  te despertar

 

Quando isto acontecer me envia um beijo da tua dimensão.

Talvez da minha, eu receba, ou não...

Talvez seja tarde, eu te tenha adormecido, meu coração preenchido

Ou meus dias cheios de ocupações  impeçam-me de retribuir

e até para lembrar-me de ti, eu precise recorrer a algum objeto teu

 

Mas vem...

 

Quem sabe eu te visite em meus passeios astrais,

como disseste que eu fazia, quando tu me sonhavas e não me conhecia?

 

E se não vieres, não precisares, também não importa mais.

lágrima secou, o amor represou

o coração silenciou o lamento

É hora de lançar tuas cinzas ao vento...

 

Não foi o final feliz que escolhi, mas foi o fim que tu me deste.

 

Se ainda te faço homenagens póstumas aqui, é somente para

me lembrar da capacidade de amar que há dentro de mim...

 

 

 

*** Flores In Memoriam ***

 

(Mônica-Centaura)

 

 

 

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